17 abril, 2009
05 abril, 2009
Dark Side of the Ticket to Ride
Há uns tempos, tropecei num artigo do JVH, onde ele afirmava que na última faixa, Eclipse, já no fading onde se ouvem os sons cardíacos, tocava por trás uma parte orquestral do Ticket to Ride, dos Beatles.
Confirma-se.
Este álbum foi masterizado em Abbey Road! Provavelmente, durante a remasterização deste álbum para o formato de SACD, tenham ido buscar alguma fita que os engenheiros de som, na altura, reaproveitaram de alguma sessão dos Beatles.
Não consigo compreender como é que isto escapou! Andam os remasterizadores surdos? (Sinceramente acho que sim, com tanta compressão e barulho em tanto bom disco). Ou então foi propositado.
Disse JVH, no seu proverbial sentido de humor, que deverá ter sido o fantasma de John Lennon a meter-se com os Floyd.
03 abril, 2009
Anedotas de músicos #4
Qual é a diferença entre o Tony Carreira e o Paulo Bento?
Um tem capachinho e faz tudo para parecer ter cabelo. O outro tem cabelo e faz tudo para parecer ter capachinho.
02 abril, 2009
A ouvir
O que eu estava a ouvir ontem, na verdade, era mesmo:
Bob Dylan - Bringing it all back home (1965). Este sim um excelente álbum de um unti-herói da música.It's All Over Now, Baby Blue
You must leave now, take what you need, you think will last.
But whatever you wish to keep, you better grab it fast.
Yonder stands your orphan with his gun,
Crying like a fire in the sun.
Look out the saints are comin' through
And it's all over now, Baby Blue.
The highway is for gamblers, better use your sense.
Take what you have gathered from coincidence.
The empty-handed painter from your streets
Is drawing crazy patterns on your sheets.
This sky, too, is folding under you
And it's all over now, Baby Blue.
All your seasick sailors, they are rowing home.
All your reindeer armies, are all going home.
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor.
The carpet, too, is moving under you
And it's all over now, Baby Blue.
Leave your stepping stones behind, something calls for you.
Forget the dead you've left, they will not follow you.
The vagabond who's rapping at your door
Is standing in the clothes that you once wore.
Strike another match, go start anew
And it's all over now, Baby Blue.
01 abril, 2009
A ouvir
30 março, 2009
A ouvir
24 março, 2009
16 março, 2009
A ouvir

Dessas sessões surgiram algumas das versões mais geniais do imaginário da Bossa Nova. Logo a abrir, um Wave instrumental, com uma dinâmica irrepreensível. As 23 faixas que se seguem são uma boa surpresa, incluindo algumas músicas do maestro que pela primeira vez se ouvem por voz própria.
Tom Jobim - Inédito (C) 1987 / 1995 EMI / Jobim Biscoito Fino
Anedotas de músicos #3
(Mais uma do excelente espólio do Pedro Osório)
15 março, 2009
A ouvir

O score do excelente filme da Sofia Coppola, onde as cinco filhas adolescentes do casal Lisbon vêm a sua dramática história contada por um grupo de rapazes que as admiravam à distância.
Os Air conseguem, com esta obra, dar uma atmosfera única ao filme, por meio das suas mais que características sonoridades electrónicas. A destacar o hit "Playground Love", com aquele saxofone quente mas em arranjos melódico e rítmico melancólicos.
Através deste álbum, tenho descoberto a obra surpreendente dos Air e ando a fazer, aos poucos, as pazes com a música electrónica.
Não tarda muito e ainda venho aqui falar de Kraftwerk.
Filme e Score levam as ***** do Le Musicien.
14 março, 2009
O nascimento de um génio
13 março, 2009
12 março, 2009
11 março, 2009
Anedotas de músicos #2
Um Dó, um Mi bemol e um Sol entram num bar e pedem uma rodada de cerveja. Não pode ser, responde o empregado, é proibido servir bebidas alcoólicas a menores.
Esta anedota foi retirada da página de Pedro Osório, músico e compositor português. Antes, Carlos Moniz já lha tinha enviado.
10 março, 2009
Discos de Bolso
08 março, 2009
Freak show #22
Convosco, Ivan Mládek e o seu fantástico Jozin z Bazin (faltam aí uns acentos nessas palavras, mas não sei como se põem).
Já agora, a música fala dum monstro, o Zé dos Pântanos, que comia sobretudo turistas de Praga que visitavam uma povoação de uma pacata aldeia checoslovaca, e de como um herói errante o derrotou munido de um avião aspersor de herbicida. Acho eu, que o meu checo está empoeiradito...
06 março, 2009
Mais uma do Rio...
O pior no meio disto tudo é que, se por um lado não há vontade de libertar cerca de 20.000 euros para ajudar a organizar um dos mais animados e pitorescos eventos culturais do Porto, sobram fundos para outros eventos de lazer que ficam muito mais caros e aos quais a autarquia se associa amplamente, como sejam os casos das corridas de automóveis, do Red Bull Air Race, dos inúmeros espectáculos de animação de Natal e S. João, nos quais um qualquer artista popular e romântico de música ligeira cobra mais do que o subsídio que era pedido à CMP para o Festival Intercéltico...
Claro que a diferença entre uns e outros eventos, além da dimensão, é a vocação cultural. A capacidade de educar gostos e de criar massa crítica. A capacidade de mostrar alternativas aos munícipes, que os ajudem a saír deste marasmo cultural em que a cidade do Porto se vê enterrada desde que o sórdido economista assumiu o seu comando.
Mais uma vez, repito: o povo tem os líderes que merece. O povo quer viver na penúmbra, mas com pão e circo de vez em quando, para animar.
Quando Rui Rio insiste na conversa da "subsidiodependência", não deixa de ser demagógico. Certo que existem colectividades que sempre viveram à sombra dos dinheiritos públicos para organizar "fait divers" culturais, feitos por meia dúzia de diletantes para meia dúzia de diletantes. Certo que os dinheiros públicos são de todos nós, e devem ser geridos com parcimónia. Mas quando se fala em eventos como o Festival Intercéltico, que tem atraido espectadores de toda a parte, que tem agregado os maiores nomes nacionais e internacionais da música de expressão celta, que necessitaria de se afirmar continuamente ao longo dos anos para se tornar o bastião da música celta na Península Ibérica, mas que é abruptamente interrompido, qualquer coisa se passa.
A classe cultural e artística anda de costas voltadas com a autarquia há muito tempo. Veja-se o caso do antigo director da Casa da Música, Pedro Burmester, que se recusou em tocar no Porto enquanto Rio fosse Presidente da Câmara. Ora, será que a Casa da Música necessita de subsídios? Será que foi por causa disso? Ou será que Burmester apenas reflecte a revolta que os criadores de cultura sentem pela gestão cultural da CMP?
Veja-se ainda o caso do Rivoli, Teatro Municipal. Há sempre várias formas de olhar para aquele problema, mas se, por um lado, se rentabilizou ao máximo um espaço que pertence a todos os munícipes, pois antes as companhias que lá actuavam angariavam meia dúzia de apreciadores de teatro provenientes das elites culturais, por outro, essa rentabilidade encheu os bolsos do senhor La Feria e criou um vazio enorme na oferta de teatro do Porto. Pior ainda quando se atende aos contornos do contracto, e a todas as ilegalidades cometidas, em nome da guerra armada aos "subsidiodependentes", mas que todos sabem ou pelo menos desconfiam, que na verdade os interesses económicos estão por detrás de tudo. Será que não havia outra alternativa senão deixar o Rivoli entregue apenas a um organizador? Será que não havia forma de alternar espectáculos da produtora do La Feria com outras produtoras, a bem da diversidade de gostos e culturas?
Este povo do Porto tem o líder que merece, infelizmente. E este efeito bola de neve da estagnação cultural só favorece líderes como Rui Rio. Para este, não interessa nada que se desenvolva massa crítica. Não interessa atraír criadores de cultura e opinião à baixa da cidade. Não interessa criar condições para viver a cultura a que todos temos direito. Para Rio interessa ter um povo bestificado e ignorante, acéfalo e acrítico, que nas eleições valorize o "circo" das corridas de carros e aviões.
Já para não falar da forma totalmente absurda com que Rio tratou a instituição Futebol Clube do Porto. Em nenhuma cidade do mundo em que o clube que a representa tenha ganho uma prova desportiva internacional, o responsável pela autarquia se recusou a receber os dirigentes, jogadores e equipa técnica desse clube. Fosse Rui Rio um portuense orgulhoso das suas origens e receberia por dois anos consecutivos a comitiva do FCP na Câmara Municipal, pois mais do que nada ou ninguém, o FCP colocou o nome da Cidade em todo o mundo, ao ganhar a taça UEFA e a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e ainda a Taça Intercontinental. Em qualquer câmara municipal de qualquer vila ou cidade do país, quando um clube de futebol inaugura uma casa, os seus dirigentes são recebidos pela autarquia e trocam galhardetes nos salões nobres. Rio virou as costas ao mais representativo clube da supostamente sua cidade.
O Porto necessita de cultura como de pão para a boca. Necessita de eventos culturais que animem as suas ruas e as suas noites. Precisa de se manter vivo no meio deste deserto que é a baixa da cidade, que à força da insegurança e da especulação imobiliária, foi sendo abandonada pelos seus habitantes. O Festival Intercéltico era um daqueles eventos que trazia gente para a rua, para a baixa. Gente animada e feliz por estar na cidade, a viver a música, a comungar por um bem comum que é a vida em liberdade na sua cidade. A conhecer gentes de outros lugares, de outras culturas. A conviver, a aprender.
O Festival Intercéltico, não tenho duvida nenhuma, ressuscitará um dia, quando o povo não tiver o líder que merece, mas o líder que precisa. Até lá, não vejo a cena cultural do Porto muito clara.
Link para a reportagem do Festival Intercéltico do ano passado







