16 março, 2009

Anedotas de músicos #3

Como se chama a alguém que anda sempre com músicos? Baterista.


(Mais uma do excelente espólio do Pedro Osório)

15 março, 2009

A ouvir


Air - The Virgin Suicides (Original Motion Picture Score for The Virgin Suicides) (C) 2000 Virgin

O score do excelente filme da Sofia Coppola, onde as cinco filhas adolescentes do casal Lisbon vêm a sua dramática história contada por um grupo de rapazes que as admiravam à distância.

Os Air conseguem, com esta obra, dar uma atmosfera única ao filme, por meio das suas mais que características sonoridades electrónicas. A destacar o hit "Playground Love", com aquele saxofone quente mas em arranjos melódico e rítmico melancólicos.

Através deste álbum, tenho descoberto a obra surpreendente dos Air e ando a fazer, aos poucos, as pazes com a música electrónica.

Não tarda muito e ainda venho aqui falar de Kraftwerk.

Filme e Score levam as ***** do Le Musicien.

14 março, 2009

O nascimento de um génio


Hoje, 14 de Março, comemoram-se os 130 anos de Albert Einstein. É um dia importantíssimo, não só por causa disso, mas também porque exactamente 100 anos depois, nascia outro génio.

Isto explica muita coisa...

13 março, 2009

A ouvir

Pink Floyd - Wish You Were Here

Com os parabéns à Cazuza que hoje faz aninhos!

12 março, 2009

A ouvir


Zero 7 - When it Falls (C) 2004 Ultimate Dillema

11 março, 2009

Anedotas de músicos #2

Um Dó, um Mi bemol e um Sol entram num bar e pedem uma rodada de cerveja. Não pode ser, responde o empregado, é proibido servir bebidas alcoólicas a menores.


Esta anedota foi retirada da página de Pedro Osório, músico e compositor português. Antes, Carlos Moniz já lha tinha enviado.

10 março, 2009

Discos de Bolso

Aqui fica mais um link, desta feita para o Blog Discos de Bolso, do Daniel Marques Rodrigues. Recomendado!

08 março, 2009

Freak show #22

A letra da fantástica música que aqui se apresenta fala do Zé dos Pântanos, Jozin z Bazin em checo. Esta música é do comediante checoslovaco Ivan Mládek. Eu, desde os fantásticos desenhos animados que o Vasco Granja nos trazia, já admirava a criatividade checoslovaca. Agora admiro muito mais.

Convosco, Ivan Mládek e o seu fantástico Jozin z Bazin (faltam aí uns acentos nessas palavras, mas não sei como se põem).



Repararam no senhor de barba? Fabuloso! Pago um café ao primeiro que adivinhar com quem se assemelha aquela forma de dançar.

Já agora, a música fala dum monstro, o Zé dos Pântanos, que comia sobretudo turistas de Praga que visitavam uma povoação de uma pacata aldeia checoslovaca, e de como um herói errante o derrotou munido de um avião aspersor de herbicida. Acho eu, que o meu checo está empoeiradito...

06 março, 2009

Mais uma do Rio...

O mais antigo festival de música do Porto, o Festival Intercéltico, este ano não se realiza pela primeira vez em 18 edições. Na base da decisão dos organizadores de suspender o festival, está a recusa da empresa municipal Porto Lazer em dar resposta ao pedido de ajudas de custo da organizadora do festival, a Mundo da Canção. O problema é que este festival não é auto-sustentável e, como tal, necessita de pequenos subsídios da autarquia para prosseguir todos os anos. Até aqui, se a Câmara Municipal do Porto não quer subsidiar eventos culturais, está no seu direito. Cada povo tem os líderes que merece, e o Dr. Rui Rio foi eleito democraticamente.
O pior no meio disto tudo é que, se por um lado não há vontade de libertar cerca de 20.000 euros para ajudar a organizar um dos mais animados e pitorescos eventos culturais do Porto, sobram fundos para outros eventos de lazer que ficam muito mais caros e aos quais a autarquia se associa amplamente, como sejam os casos das corridas de automóveis, do Red Bull Air Race, dos inúmeros espectáculos de animação de Natal e S. João, nos quais um qualquer artista popular e romântico de música ligeira cobra mais do que o subsídio que era pedido à CMP para o Festival Intercéltico...
Claro que a diferença entre uns e outros eventos, além da dimensão, é a vocação cultural. A capacidade de educar gostos e de criar massa crítica. A capacidade de mostrar alternativas aos munícipes, que os ajudem a saír deste marasmo cultural em que a cidade do Porto se vê enterrada desde que o sórdido economista assumiu o seu comando.
Mais uma vez, repito: o povo tem os líderes que merece. O povo quer viver na penúmbra, mas com pão e circo de vez em quando, para animar.
Quando Rui Rio insiste na conversa da "subsidiodependência", não deixa de ser demagógico. Certo que existem colectividades que sempre viveram à sombra dos dinheiritos públicos para organizar "fait divers" culturais, feitos por meia dúzia de diletantes para meia dúzia de diletantes. Certo que os dinheiros públicos são de todos nós, e devem ser geridos com parcimónia. Mas quando se fala em eventos como o Festival Intercéltico, que tem atraido espectadores de toda a parte, que tem agregado os maiores nomes nacionais e internacionais da música de expressão celta, que necessitaria de se afirmar continuamente ao longo dos anos para se tornar o bastião da música celta na Península Ibérica, mas que é abruptamente interrompido, qualquer coisa se passa.
A classe cultural e artística anda de costas voltadas com a autarquia há muito tempo. Veja-se o caso do antigo director da Casa da Música, Pedro Burmester, que se recusou em tocar no Porto enquanto Rio fosse Presidente da Câmara. Ora, será que a Casa da Música necessita de subsídios? Será que foi por causa disso? Ou será que Burmester apenas reflecte a revolta que os criadores de cultura sentem pela gestão cultural da CMP?
Veja-se ainda o caso do Rivoli, Teatro Municipal. Há sempre várias formas de olhar para aquele problema, mas se, por um lado, se rentabilizou ao máximo um espaço que pertence a todos os munícipes, pois antes as companhias que lá actuavam angariavam meia dúzia de apreciadores de teatro provenientes das elites culturais, por outro, essa rentabilidade encheu os bolsos do senhor La Feria e criou um vazio enorme na oferta de teatro do Porto. Pior ainda quando se atende aos contornos do contracto, e a todas as ilegalidades cometidas, em nome da guerra armada aos "subsidiodependentes", mas que todos sabem ou pelo menos desconfiam, que na verdade os interesses económicos estão por detrás de tudo. Será que não havia outra alternativa senão deixar o Rivoli entregue apenas a um organizador? Será que não havia forma de alternar espectáculos da produtora do La Feria com outras produtoras, a bem da diversidade de gostos e culturas?
Este povo do Porto tem o líder que merece, infelizmente. E este efeito bola de neve da estagnação cultural só favorece líderes como Rui Rio. Para este, não interessa nada que se desenvolva massa crítica. Não interessa atraír criadores de cultura e opinião à baixa da cidade. Não interessa criar condições para viver a cultura a que todos temos direito. Para Rio interessa ter um povo bestificado e ignorante, acéfalo e acrítico, que nas eleições valorize o "circo" das corridas de carros e aviões.
Já para não falar da forma totalmente absurda com que Rio tratou a instituição Futebol Clube do Porto. Em nenhuma cidade do mundo em que o clube que a representa tenha ganho uma prova desportiva internacional, o responsável pela autarquia se recusou a receber os dirigentes, jogadores e equipa técnica desse clube. Fosse Rui Rio um portuense orgulhoso das suas origens e receberia por dois anos consecutivos a comitiva do FCP na Câmara Municipal, pois mais do que nada ou ninguém, o FCP colocou o nome da Cidade em todo o mundo, ao ganhar a taça UEFA e a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e ainda a Taça Intercontinental. Em qualquer câmara municipal de qualquer vila ou cidade do país, quando um clube de futebol inaugura uma casa, os seus dirigentes são recebidos pela autarquia e trocam galhardetes nos salões nobres. Rio virou as costas ao mais representativo clube da supostamente sua cidade.
O Porto necessita de cultura como de pão para a boca. Necessita de eventos culturais que animem as suas ruas e as suas noites. Precisa de se manter vivo no meio deste deserto que é a baixa da cidade, que à força da insegurança e da especulação imobiliária, foi sendo abandonada pelos seus habitantes. O Festival Intercéltico era um daqueles eventos que trazia gente para a rua, para a baixa. Gente animada e feliz por estar na cidade, a viver a música, a comungar por um bem comum que é a vida em liberdade na sua cidade. A conhecer gentes de outros lugares, de outras culturas. A conviver, a aprender.
O Festival Intercéltico, não tenho duvida nenhuma, ressuscitará um dia, quando o povo não tiver o líder que merece, mas o líder que precisa. Até lá, não vejo a cena cultural do Porto muito clara.

Link para a reportagem do Festival Intercéltico do ano passado

24 fevereiro, 2009

Freak show #21

Já vos tinha falado, noutras ocasiões, do fantástico cantor de música popular Heino. Deixo-vos aqui mais esta pérola!

"Caramba, Caracho, ein Whisky", (C) 1970 Heino.

13 fevereiro, 2009

Animals

Este álbum conceptual dos Pink Floyd viu a primeira edição em 1977, numa altura em que o Punk Rock estava a despontar e a atrair cada vez mais gente. Mesmo assim, os Floyd conseguiram manter-se nos primeiros lugares dos tops durante muito tempo, com esta fabulosa obra que evoca Orwell, e que nos fala da exploração do homem pelo homem.

Só a capa tem uma história mirambolante! O grande edifício que se vê é a estação termoeléctrica de Battersea, em Londres. Esteve em funções desde os anos 30 até 1983 e é o maior edifício de tijolo da Europa. Para fazer a capa, decidiu-se fotografar a estação com um enorme porco insuflável cheio de hélio a sobrevoa-la. A sessão fotográfica durou 3 dias, e num deles o gigantesco porco soltou-se e fugiu para altíssimas paragens, causando o atraso nos voos do aeroporto de Heathrow. Acabou por aterrar numa quinta, em bom estado, e foi levado outra vez para o seu sítio.

O Animals é um disco com uma sonoridade espantosa. Começa e acaba com dois pequenos temas acústicos (Pigs on the Wing, I e II), relacionados com o apoio mútuo entre indivíduos, a amizade e o amor. Estes temas são intercalados por três enormes músicas ao estilo progressivo, que atacam o Capitalismo e a vida estúpida que passamos a trabalhar e a preocupar-nos com minudências e com o espetar a faca nas costas do próximo ou evitar sermos atingidos.

No aspecto dos sentimentos que nos desperta este álbum, penso que se aproximam ao Dark Side of The Moon, se bem que o Animals terá uma perspectiva mais social e o DSOTM é mais pessoal.

É sempre um prazer redescobrir obras desta monta e ir à procura das suas histórias!

05 fevereiro, 2009

Novas funcionalidades

Na coluna da direita, o ilustre visitante pode aceder em primeira mão à súmula das notícias do Blitz.

05 janeiro, 2009

Freak show #20


(ring ring... ring ring...)

- Olá, Arnold! Ouvi dizer que tens jeito para o desenho!
- Hum.. Sim, até tive um 4 a Educação Visual no 6º ano! Mas quem fala?
- Somos nós, os Wolf. Queremos editar um disco e estávamos a pensar em ti para desenhar uma capa original, como por exemplo, um lobo...
- Ah... pois... um lobo...
- Mas não queremos um lobo qualquer... tem que ter cara de urso... não, de babuíno, umas orelhas espetadas, assim tipo duende, um casaco lilás... hum... não! preto! e umas garras que sejam... hum... girafas?! Não... tipo abutres ou cobras ou assim uma cena nojenta. Percebeste?
- Entendi perfeitamente. Vou já buscar os lápis de cera! Um lobo... eh...

Nova funcionalidade

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18 dezembro, 2008

And so this is Xmas...

Sufjan, há uns anos, lembrou-se de oferecer umas prendas de Natal originais. Gravou umas musicas em casa, com os amigos e os intrumentos que aparecessem, passou-as para um CD, fez cópias e ofereceu aos amigos e à família. Gostaram tanto que no ano seguinte, S. repetiu a receita. Fez isso durante 5 anos, e ainda acredito que o faça, a menos que esteja demasiado atrapalhado com trabalho. Fazer um álbum para cada estado dos E.U.A. não é fácil...

O resultado é este:


Um dos mais originais álbuns de Natal de sempre. Um álbum quíntuplo. Com os 5 Natais (2001, 2002, 2003, 2005 e 2006, pois que em 2004 estava demasiado ocupado a cozinhar o genial Illinoise), que o S. gravou para os amigos e família. E isso nota-se. Sente-se que há o espírito de algo que não foi originalmente feito para vender, mas sim a pensar naqueles que nos são queridos.

É por esta originalidade toda, pela capacidade de abrir novos caminhos na música, que gosto do Sufjan Stevens. Encarnou, na música, muito mais espírito de Natal que os Wham, a Mariah Carey, o tony Carreira e a Popota, o Coro de Santo Amaro de Oeiras... todos juntos... yada yada yada yada...

Here's a season to be jolly... la la la la la la la la la...

09 dezembro, 2008

The Musical Box

Hear hee, hear hee!

"Play me Old King Cole
That I may join with you..."

O grande Crazy Diamond decidiu abrir as hostilidades com o seu blog, novinho a estrear.



É clicar, é clicar!

27 novembro, 2008

Sputnik

Novo blog amigo, o Sputnik.

Boa sorte à Patrícia na sua iniciação aos blogs!