
16 junho, 2007
Corram!

08 maio, 2007
01 maio, 2007
And the Oscar goes to...
"Eis o texto vencedor, que eu próprio não me importaria de ter assinado: cumpre integralmente o regulamento, é original, sucinto, e a escrita, que, sendo sobre música, utiliza a técnica do leit-motif , é simples, correcta, elegante e fluida. A Arte de escrever pouco e dizer muito."
Passo a reproduzir o texto que me valeu um belo prémio em géneros:
O ar. Coisa sublime pensar que o mesmo ar que respiramos é aquele que nos permite ouvir. Leis da Física à parte, permito-me metaforizar o ar como a escultura do músico e o Hifi como a sua mais sentida homenagem: a imitação.
Só é possível respeitar o trabalho do artista imitando-o o mais próximo da sua essência. Sem tirar nem pôr. É esse o verdadeiro prazer de ouvir música: sentir a proximidade do músico e da sua obra, mesmo que separados por tempo e espaço.
Não se trata só de ouvir. O Hifi coloca-nos num mundo à parte. Situa-nos na realidade tangencial das ideias e emoções da composição. Leva-nos em viagens indescritíveis pelos campos de batalha de 1812 onde, em êxtase, Tchaikovsky faz ribombar canhões. À mente obscura de Mussorgsky, penetrando em quadros de uma exposição. Dos ritmos quentes de Cuba, à coolness do sax de Coltrane.
Neste sentido, o equipamento Hifi é uma orquestra em segunda-mão. Cada cabo, cada célula, cada transístor é um instrumento musical ao serviço da arte e da sua finalidade: tocar as pessoas.
Há fabricantes que entendem esta missão e militam reverentemente pela criação de peças de culto que leiam, amplifiquem e traduzam a magia da música.
Outra Arte não menor é divulgar estas ideias com clarividência. Então, o Hificlube é, antes de mais, um serviço público na demanda do prazer da reprodução musical. E uma referência em termos de qualidade, informação, abrangência de conceitos e independência.
Das ideias aos projectos, das palavras à pureza do som, espero do Hifishow 2007 que seja como uma exposição de Arte. Cada peça, uma obra. Cada sistema, uma interpretação da realidade.
03 abril, 2007
GANHE MUITO DINHEIRO...
Oportunidade única de trabalhar, ganhar o money, conviver, apreciar a boa gastronomia e, no fundo, obter uma experiência de vida enriquecedora!
30 março, 2007
Freak show #7
Atenção ao título do magnífico álbum do Nel Monteiro e às músicas! Com os cumprimentos do Portal Pimba!26 março, 2007
Ainda o grande Cid!
19 março, 2007
Continua a saga da oferta de bom emprego a todos...
Interesados deixem contactos e propostas nos comments.
Não precisam de ter boa apresentação, tipo Jessica Alba, Maria Sharapova, Jennifer Lopez, Eva Longoria, Angelina Jolie, Teri Hatcher, Mischa Barton, Kirsten Dunst, etc... (note-se que esta lista foi só para tornar mais célebre este blog nos motores de busca, embora tema a visita de muitos tarados).
22 fevereiro, 2007
CANCELADO concerto dos The Musical Box em Sta. Maria da Feira
09 fevereiro, 2007
Cid é rei!
Este vídeo já não se encontra disponível no youtube. Pedimos desculpa pelo inconveniente. Logo que este video volte a estar disponível, eu ponho-o aqui.
07 fevereiro, 2007
Oferta de Emprego
05 fevereiro, 2007
Musical Box
26 janeiro, 2007
As Armas do Amor
03 janeiro, 2007
Balalaika!
15 dezembro, 2006
Fire at midnight
Natal é a lareira à meia noite, um belo copo de Wyskey (sim, com "ey" como se escreve na Irlanda, como se destila três vezes e se amadurece oito anos em casco como na Irlanda!) e a boa música que não nos ofende a inteligência nem os ouvidos.

12 dezembro, 2006
25 novembro, 2006
E ainda mais vinil
18 novembro, 2006
Vinil Forever!

Imagem: célula Sumiko Oyster a fazer a leitura de um LP.
Mas porquê esta resistência toda do vinil? O que faz o vinil ser melhor do que os outros formatos? Até porque deveria estar já morto e enterrado! Senão, vejamos:
Não é mais portátil - um LP é grande, metido num envelope quadradão; não se pode ler num leitor portátil pois um dos princípios mais importantes sobre a leitura do vinil é a estabilidade, a ausência de interferências mecânicas durante a leitura.
É mais frágil - parte com mais facilidade que um CD, suja-se com mais facilidade, risca com uma facilidade incrível, ganha electricidade estática e é passivel de se gastar com o tempo! (principalmente se lido com uma agulha montada num braço mal afinado).
Não é mais universal que um CD - os gira-discos escasseiam, não se encontram por aí à venda em qualquer superfície comercial; os discos idem-aspas; as novas edições que também gravam em vinil são pouquíssimas, se bem que muitas editoras já começaram a entrever um nicho de mercado em reflorescimento.
É mais caro e mais lento gravar em vinil que em CD - a gravação de vinil, ou seja, a prensagem, é um processo algo complexo quando comparado à gravação em série de milhares e milhares de CD's por uma editora; depois, qualquer um de nós grava em casa um CD virgem que custa menos que meio euro.
A boa leitura de vinil, com qualidade de reprodução, depende de uma série de factores difíceis de controlar: a boa qualidade da prensagem da gravação, a estabilidade do gira-discos, a qualidade de construção do gira-discos, o mecanismo de rotação (motor, correia, etc.) em bom estado e a manter um ritmo certissimo, a qualidade e afinação do braço, a inércia do prato, a qualidade e estado da célula e do estilete (a "agulha"), a qualidade e estado dos cabos, a pré-amplificação e amplificação e a tradução mecânica do som (colunas).
Se tudo isto estiver bem, um disco dará anos e anos de prazer de audição sem limites. Pois um disco de vinil é um verdadeiro "master". Nele estão inscritos mecanicamente todos os elementos da Música.
Ouçam e comparem. O próximo post voltará a abordar este assunto.
